A internet, a saúde e uma nova geração

POR LIVANCE

14 de agosto de 2019
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Brunno Feola, nosso diretor de Marketing conta um pouco como a internet esta mudando a maneira de lidar com os pacientes mais jovens

 

Uma das perguntas que mais recebo desde que entrei para o singular mundo do marketing na área da saúde é sobre como a internet pode ajudar a desenvolver uma carreira sem que o profissional da saúde pareça um “vendedor charlatão” e se clientes que surgem por este meio possuem a mesma qualidade comparado a maneira “tradicional” de angariá-los.

 

Confesso que no início eu sentia uma certa estranheza nessa pergunta, uma vez que hoje a internet é o canal mais democrático, acessível, prático e barato para que se gere demanda e conhecimento a qualquer que seja o fator divulgado, além de uma ferramenta especialmente poderosa para o profissional liberal, uma vez que permite um aumento de alcance sem necessariamente envolver investimento financeiro.

 

O tempo e uma maior experiência com este universo me revelou quão grande é a preocupação do médico com sua profissão, que é, de fato, muito mais que uma profissão apenas, e como as questões do CRM/CFM aparentemente restringem o raio de possíveis de ações para a categoria. 

 

Ainda assim é preciso ter a clareza que estamos em constante evolução e que já temos uma geração que é completamente ligada à internet, e que esse fator necessita de uma compreensão e adaptação da nossa área, uma vez que até as normas dos conselhos regionais e federais vem sendo flexibilizadas, pois a maneira com que os millenials se relacionam e interagem é completamente distinto de tudo que já conhecemos, podendo fazer com que os meios “tradicionais” de apresentar os serviços da área da saúde no brasil sejam ineficientes.

 

Aqui apresento alguns dados para ajudar a ilustrar este panorama:

 

Informação vale mais que consideração:

 

De acordo com uma pesquisa de 2018 da Vision Critical, uma empresa de armazenamento Big Data dos Estados Unidos, 60% dos jovens possuem o Google como o principal referenciador na tomada de decisões sobre saúde e nutrição. Para efeito de comparação, 75% dos mais velhos que 35 anos tem como a referência de amigos ou parentes como o fator de decisão.

 

Este cenário, gera um paciente um pouco mais “proativo” e que talvez cause uma impressão de que ele queira entender mais que o médico, mas não considere isso necessariamente uma coisa ruim: Estas conversas podem gerar um melhor relacionamento com estes pacientes, proporcionando a eles uma experiência positiva. Vale a pena lembrar a quantidade de lugares para ter voz que estes jovens nasceram tendo, e por isso, sempre ter algo para falar seja necessário e talvez indispensável à eles. 

 

Sugestão: Ouça pacientemente, e deixe que os jovens digam tudo o que pensam sobre sua saúde, após isso tente elaborar um material que mostre quais são os temas mais recorrentes trazidos por seus pacientes, dessa maneira, quando o paciente estiver equivocado sobre sua saúde, você terá uma maneira mais familiar a sua lógica para corrigí-lo. Isso também ajudará a estabelecer uma relação de confiança e mostrará a eles que você tem interesses além dos fins comerciais de uma consulta. 

 

A comunicação é via mensagem

 

A mesma pesquisa aponta que 75% das pessoas entre 18 e 30 anos prefeririam usar um telefone sem possibilidade de fazer uma ligação do que abrir mão de enviar mensagens de texto. De acordo com a pesquisa, isso acontece pois eles acham o texto mais conveniente, prático e por mais incrível que isso possa parecer, enviar emojis a é algo mais pessoal para eles do que uma ligação de voz

 

Possuem um distinto conceito de saúde

 

Uma pesquisa feita em 2017 pela a Aetna, uma empresa de seguros de saúde americana, aponta que os Millenials definem “saúde” como algo relacionado a termos como dieta e exercício enquanto pessoas mais velhas associam o termo com algo próximo em português a não estar doente. Um ponto que talvez seja importante ao atendê-los seria colocar o aspecto do bem-estar como algo mais importante do que prevenção.

 

Essas informações não significam que você precisa urgentemente mudar a maneira como atua ou aborda seus pacientes, mas que há uma geração que muito em breve será a maioria, possuindo hábitos e comportamentos que demandam um pouco mais de esforço e adequação.

 

 

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